
Sábado, Março 31, 2007
Você sabia que o parto normal é o mais seguro para a grande maioria das mulheres?
(Fonte: Site do Ministério da Saúde)
FIQUE ATENTA:
O parto é considerado uma urgência e o seu atendimento não pode ser recusado em nenhum hospital, maternidade ou casa de parto. Se a unidade de saúde não puder atendê-la naquele momento, os profissionais de saúde devem examinar você antes de encaminhá-la para outro local. Você só poderá ser transferida se houver tempo suficiente para isso e depois de terem sido confirmadas a existência de vaga e a garantia de atendimento no outro estabelecimento de saúde.
Durante a INTERNAÇÃO e NO TRABALHO DE PARTO, você também tem direitos: INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA O SEU BEM-ESTAR: Você tem o direito de ter um parto normal e de ser atendida por uma equipe preparada e atenciosa. Na grande maioria dos casos, o parto normal é a maneira mais segura e saudável de ter filhos e deve ser estimulado por uma assistência humanizada, gentil, segura e de boa qualidade, para você e seus acompanhantes. Cada mulher e cada parto são diferentes. A dor no parto costuma ser uma dor forte, mas muitas mulheres acham que é uma dor suportável e preferem não ter anestesia. Se você sentir necessidade, peça anestesia mesmo no caso de um parto normal, inclusive nos hospitais públicos ou conveniados ao SUS. DICAS PARA ALIVIAR A DOR: QUANDO O BEBÊ ESTÁ NASCENDO: SE VOCÊ PRECISA DE CESÁREA: A cesárea é mais arriscada que o parto normal. Para a mulher, existe um risco maior de infecção e problemas com a anestesia. O bebê pode ter problemas respiratórios ou nascer antes do tempo certo. Por isso, ela só deve ser realizada quando for para o bem da sua saúde ou do bebê. DEPOIS DO PARTO você tem direito a: INFORMAÇÕES E ACONSELHAMENTO O que fazer caso você não seja bem atendida em qualquer momento da sua gravidez ou parto: Você pode procurar a gerência do serviço de saúde que atendeu você e informar sobre a sua insatisfação. Você tem o direito de ser atendida com respeito e dignidade. Todo cidadão deve contribuir para a melhoria do atendimento à saúde em nosso país.PARTO SEM DOR
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MIREILLIE FIGUEIREDO JANDORNO - 11:09 PM
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Quinta-feira, Março 15, 2007
A Humanizaçãodo Parto
Com toda a tecnologia hoje apresentada no meio hospitalar, e com a formação de profissionais que acima de tudo se renderam a tecnocracia, observamos, por assim dizer, a redução da importância da mulher no processo de gestação e no parto. Bombardeadas cada vez mais com informações sobre problemas que podem vir a colocar em risco a sua gravidez, muitas vezes por desinformação acatam sem questionar o ato da medicalização, quando na verdade deveriam ser orientadas no sentido de perceber que o parto, é um acontecimento fisiológico, ou seja, natural.
Em tempos modernos, estão simplesmente descartando, ignorando ou banalizando uma premissa milenar, que diz que a mulher é capaz de parir naturalmente. Mas essa é uma realidade que pode ser alterada num futuro não muito distante, através de conhecimento e da busca pelos direitos das mulheres e de seus bebês. Isso pode ser feito através do Empoderamento, aonde lutar pelo que se acredita é o caminho a seguir.
É senso comum que mulheres que tem um parto tranqüilo e humanizado, têm um pós parto muito melhor, bem como o vínculo entre mãe e filho, forjado na gestação e que se empodera no trabalho de parto e no pós parto imediato. Nesse sentido, a desmedicalização do parto, é um grande passo para importantes conquistas.
Ao entrar em trabalho de parto, começa um trabalho conjunto, aonde mãe e filho, juntos chegarão ao ápice que é o nascimento. O início do trabalho de parto, é a indicação de que os bebês estão prontos para virem ao mundo, digo isso, pois estão inclusos neste conceito, gravidezes que vem a termo a partir das datas prováveis do parto. Durante o trabalho de parto, amadurecem-se os pulmões dos bebês, o corpo da mãe se prepara para o momento do nascimento, tudo ocorrendo naturalmente.
Estas e muitas outras informações úteis podem ser conseguidas em grupos de gestantes, com Obstetras Humanizados, em Hospitais de referência para a humanização e sites como o da Rede Parto do Princípio. Esta rede visa justamente ajudar suas usuárias, pois quase sempre ouvimos falar de ONG's ou grupos aonde quase sempre seu conteúdo é voltado para o profissional que atuam no parto, mas hoje, visando uma nova abordagem, é possível ter acesso a muitas informações no site: www.partodoprincipio.com.br. Esta rede que completou 1 ano no último dia 8 de março, tem uma relação de grupos
credenciados a ela, no qual são chamados de GAPP (Grupo de Apoio Parto do Princípio), estes grupos possuem ao menos uma reunião mensal gratuita voltada para casais grávidos, grávidas, pessoas diretamente ligadas a parturiente no momento do parto e para o público em geral que tenha como objetivo obter maiores informações sobre o assunto. Este voluntariado vem tendo uma grande procura e pouco a pouco vem alcançando objetivos e metas.
O GAPP de Niterói, no qual sou coordenadora, acontece uma vez por mês, com datas já pré-estabelecidas, numa parceria com o Centro Terapêutico Toque Ativo, que vem abrindo espaço, proporcionando que o mesmo se torne realidade. Estas reuniões são constituídas de: apresentação de vídeos, palestras e espaço para que as pessoas possam questionar e tirar as suas dúvidas. Nestes grupos, informamos sobre todos os tipos e vias de parto, prática de exercícios, além de direcionar a parturiente a um profissional que atenda a suas expectativas e desejos.
By Mireillie Jandorno (Doula e Educadora Perinatal)
MIREILLIE FIGUEIREDO JANDORNO - 12:26 PM
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